Economia solidária - O que é, definição e conceito

A economia solidária ou economia social é uma abordagem para o desenvolvimento das atividades produtivas baseadas no bem comum. Da mesma forma, busca a equidade e o equilíbrio com o meio ambiente.

A economia solidária segue princípios como autonomia, igualdade, responsabilidade social corporativa, transparência e vida em comunidade.

Esse tipo de abordagem é observado, por exemplo, nas cooperativas. Essas organizações oferecem a cada um de seus membros os mesmos poderes e obrigações.

Solidariedade

Características da economia solidária

Dentre as características da economia solidária ou economia social, destacam-se:

  • Possui várias definições, mas a maioria converge para alguns aspectos fundamentais, como a priorização do bem-estar coletivo sobre a geração de riqueza.
  • É uma abordagem que se opõe à economia capitalista, afirmando que ela produz desigualdade e afeta o meio ambiente.
  • A economia solidária não implica nem exige a eliminação do capitalismo, mas pode ser aplicada em determinadas áreas, por exemplo, dentro de uma instituição que desenvolva atividades culturais em áreas urbanas com altos índices de pobreza.
  • Um dos princípios é a autogestão, ou seja, a organização ou empresa é administrada pelos próprios produtores. Isso acontece, por exemplo, quando muitos pequenos empresários agrícolas formam uma associação. Dessa forma, buscam gerar economias de escala e negociar com seus clientes, oferecendo um maior volume de vendas.
  • Outro dos pilares é a sustentabilidade, por isso uma organização baseada na economia solidária busca utilizar métodos de produção que afetem o mínimo possível o meio ambiente. Por exemplo, mude o uso de sacolas plásticas por aquelas feitas de papel.
Princípios de Economia

Empresas de economia solidária

As empresas de economia social administram seus negócios com base em princípios como equidade e responsabilidade social e com o ecossistema. Ou seja, não têm apenas fins lucrativos. Eles podem ser constituídos em diferentes tipos de entidades, como as seguintes:

  • Cooperativas: Instituições que administram um negócio de propriedade conjunta. A ideia é que todos os sócios compartilhem os mesmos direitos e obrigações, para que o voto de cada acionista tenha o mesmo valor. Outra característica das cooperativas é que seu governo é horizontal, ou seja, todos os cooperados estão em pé de igualdade. Não existe um tratamento vertical entre a gestão ou liderança e o resto da entidade.
  • Fundos de funcionários: Associações compostas por trabalhadores dependentes da mesma empresa pública ou privada. São constituídas com o objetivo de oferecer serviços aos seus associados, recebendo poupança e concedendo créditos. Seus excedentes são usados ​​para atividades sociais.
  • Mútuo: Organizações sem fins lucrativos. Os associados contribuem financeiramente e em troca têm acesso a programas de prevenção e treinamento. Da mesma forma, as mútuas oferecem benefícios, subsídios ou pensões para os trabalhadores que sofram, por exemplo, um acidente de trabalho.
  • Organizações não governamentais: Instituições que desenvolvem projetos para gerar mudanças positivas em uma sociedade ou ecossistema. Assim, são estabelecidas metas como a redução da taxa de desnutrição infantil. Eles não têm fins lucrativos.

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