Teoria Monetária Moderna (MMT)

A Teoria Monetária Moderna (também conhecida pela sigla em inglês, MMT) é uma teoria econômica, desenvolvida no século XIX, pelo economista alemão Georg Friedrich Knapp.

A Teoria Monetária Moderna, ou MMT, é uma teoria econômica elaborada no século 19 pelo economista alemão Georg Friedrich Knapp, além de algumas contribuições de outros autores como Alfred Mitchell-Innes. Esta teoria centra-se no estudo das economias modernas, nas quais a sua moeda se baseia num sistema fiduciário - moeda fiduciária -, onde o Estado tem a soberania e o monopólio para emitir essa moeda, bem como para o fazer indefinidamente.

Desta forma, o MMT considera que, dada a soberania do Estado para a emissão de moeda, pode emitir tudo o que for necessário para fazer face aos pagamentos que lhe sejam exigidos. Assim, considerar a falência do Estado uma falácia, já que ele tem aquela capacidade ilimitada de pagar pelos recursos de que necessita.

O MMT é baseado nas teorias promovidas pelo cartalismo. É por isso que os economistas Knapp e Mitchell-Innes contribuem para a construção dessa teoria.

Alguns economistas consideram que o sistema monetário atual, desde a abolição do padrão-ouro, é um sistema baseado no MMT.

Princípios da Teoria Monetária Moderna

Como teoria econômica, a Teoria Monetária Moderna (MMT), assim como seus princípios, dariam para escrever trabalhos inteiros que tentam demonstrar sua validade. No entanto, dada a limitação existente, apresentamos algumas de suas ideias principais.

Dentre suas ideias mais conhecidas, destacam-se as seguintes:

  • Crença em transações verticais: Toda transação entre o setor público e o setor privado é uma transação vertical. Para o MMT, o déficit orçamentário de um Estado gera riqueza, por meio da transferência de capital público para poupança privada.
  • Impostos e MMT: O MMT considera que um Estado não pode falir, por isso pode imprimir todo o dinheiro de que precisa. Segundo seus defensores, os impostos não desempenham um papel essencial no financiamento do Estado, mas na demanda de capital pelos agentes socioeconômicos.
  • Dívida e déficit: Para os defensores do MMT, a dívida e o déficit são ferramentas, não prejudiciais, que o Estado tem para gerar empregos. Se um estado nunca falha, não há razão para se limitar a gastar a receita tributária correspondente.
  • Economia: Para MMT, a economia é o produto de transações verticais iniciadas pelo Estado. Portanto, um maior déficit do Estado, para os adeptos do MMT, é uma maior poupança nas contas privadas.
  • Financiamento de dívidas: Seguidores do MMT, da mesma forma, não acreditam que a dívida deva ser financiada com compradores privados, e a uma determinada taxa de juros. Tendo soberania, e não podendo falir, não é necessário se financiar com esses compradores.
  • Taxa de juros: De acordo com o MMT, as taxas de juros são baseadas em uma meta definida. Este objetivo é alcançado através da intervenção do banco central na banca comercial.
  • Setor estrangeiro: Para o MMT, a economia é um sistema fechado, por isso não faz distinção entre os setores externo e interno. Além disso, essas transações com o exterior, aos olhos dos defensores do MMT, são, no caso das exportações, um custo para o país; que envia recursos para o exterior. Bem como, no caso de importações, obtenção de riqueza; obtendo recursos do exterior.

Defensores do MMT

Muitos economistas, ao longo da história, confiaram nesta teoria para argumentar suas teorias. Por isso, muitos foram os economistas que o defenderam, antes que outros que, ao contrário, o questionaram e criticaram.

Entre os principais economistas que defendem a teoria monetária moderna estão os seguintes:

  • Randall Wray.
  • Stephanie Kelton.
  • William Black.
  • Michael Hudson.
  • James Kenneth Galbraith (não deve ser confundido com seu pai John Kenneth Galbraith).
  • Hyman Minsky.
  • Rohan Gray.

Críticas ao MMT

Como seus defensores, a teoria monetária moderna tem muitos detratores que não acreditam em sua aplicação.

Entre esses detratores estão economistas proeminentes como o Prêmio Nobel Paul Krugman, Robert P. Murphy, Thomas Palley, entre muitos outros economistas.

Para Krugman, por exemplo, a teoria monetária moderna guarda uma ideia incorreta, considerando o déficit e a dívida como uma ferramenta do Estado, e não como um problema possível.

Murphy, por sua vez, considera que se trata de uma análise altamente matizada. Pois bem, isso deixa aspectos muito questionáveis, como que a dívida corrói parte da poupança privada, enquanto o MMT não considera.

No caso de Palley, ele considera o MMT como uma análise simplista, extraída de teorias keynesianas, mas que subestima os riscos associados a tais políticas.

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