Poder político - O que é, definição e conceito

Poder é a capacidade de uma pessoa ou instituição governamental de impor sua vontade a quem afeta a decisão tomada.

A palavra poder é um termo muito amplo e é usado em uma infinidade de áreas. Nesse caso, vamos nos ater ao poder político, que é a capacidade de um ator ou grupo deles de subjugar um grupo de pessoas e aceitar as decisões tomadas.

Do ponto de vista da ciência política, o poder pode ser resumido em duas perspectivas.

Perspectivas de poder político

A primeira, entende o poder político como um recurso disponível, algo que pertence e é utilizado por alguém, como uma pessoa, instituições, o Estado, as elites, uma classe, etc. É imaginado como uma ferramenta que é utilizada por seu proprietário para atingir determinados objetivos. Um exemplo disso pode ser a legislação favorável em um determinado setor. Essa corrente foca em quem tem poder e como o detém, é a perspectiva de autores como Marx ou Hobbes.

A outra perspectiva argumenta que o poder político é um efeito de um relacionamento. Nesse caso não falamos em posse de poder, mas para se beneficiar dele é preciso estar bem posicionado, pois se trata de uma boa situação. Todos os atores envolvidos têm a ver com a relação que leva ao poder de um sobre o outro.

Observa-se também, não apenas aqueles que se beneficiam com o relacionamento, mas também aqueles que são prejudicados que seguem a posição de supremacia alheia. Essa perspectiva é estudada por autores como Dahl ou Tocqueville e enfoca quais são as posições que provocam o domínio e a submissão dos atores envolvidos.

Na prática, os dois estão relacionados. Porque embora de fora se perceba que um grupo submete o outro de forma clara e simplista, por trás desse ato de poder e submissão existe uma rede de relações entre os sujeitos que é o que finalmente permite que essa situação aconteça

Por exemplo, quando o Parlamento aprova uma lei que regula de forma mais restritiva as emissões de CO2 geradas por empresas e automóveis, parece que o Parlamento está no poder e são as empresas acima mencionadas que a cumprem. Mas é um processo muito mais complexo. Este processo é influenciado pelos diferentes partidos políticos, cada um dos deputados, a mídia, os lobbies envolvidos, grupos ambientalistas, etc. Cada um deles influencia a resolução final, o poder deriva das relações sociais.

Poderes do estado

O sistema de divisão de poderes do Estado é teorizado por John Locke e Montesquieu. O primeiro, no século 15, estabelece um tratado no qual explica como o poder do Estado deve ser distribuído para evitar os diferentes tipos de tiranias:

  • Poder Legislativo: Ele é eleito pelo povo e sua função é legislar e eleger o poder executivo.
  • Poder Executivo: Tem a seu cargo a execução das leis e a execução das funções de gestão e de governo.
  • Poder federal: Locke, em seu trabalho não apresenta o que hoje conhecemos como o judiciário. Cabe ao federal tomar as decisões do Estado em matéria estrangeira.

Montesquieu é o encarregado de adicionar o judiciário à lista de Locke. Este seria formado pelos juízes encarregados da aplicação da justiça no Estado. O importante é que, ao se consolidar como potência externa, não estaria sujeito à ingerência governamental, e atuaria em uma suposta independência.

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