Investimento direto estrangeiro (IDE)

O investimento estrangeiro direto (conhecido por sua sigla, IED) é a transferência de capital estrangeiro que um país recebe de entidades econômicas estrangeiras. Isso, a fim de criar empresas no território, ou investir em empresas já estabelecidas para o seu controle.

O investimento estrangeiro direto (IED), em essência, nada mais é do que o investimento feito por uma entidade econômica (país, empresa, indivíduo …) de um determinado país em outro país estrangeiro. Porém, para diferenciar este conceito de outros, este investimento deve ter finalidades específicas.

Entre os objetivos, este investimento, como o próprio nome sugere, é feito com dois objetivos principais: obter o retorno e o controle de parte de uma empresa no exterior, seja como um novo ramo de negócios ou a expansão de uma matriz em outros países., como se fossem subsidiárias.

Portanto, IED se refere a todo o capital estrangeiro que tem por objetivo investir e obter rentabilidade no país, bem como o controle de parte de uma empresa no exterior. Os acadêmicos estabelecem um mínimo de 10% da empresa para que o referido investimento seja considerado como tal.

Ao contrário do investimento estrangeiro indireto ou injeção de capital, é de vital importância que o investimento direto seja feito para os fins acima mencionados, pois é um requisito para nós considerá-lo IED.

Características do investimento estrangeiro direto

Dentre as características que melhor definem este conceito, podemos destacar as seguintes:

  • É uma transferência de capital.
  • É realizado por uma entidade econômica no exterior.
  • Normalmente, consiste na aquisição de parte de uma empresa. Mas uma nova empresa também pode ser estabelecida.
  • Seu objetivo é obter lucro e ter o controle de uma empresa.
  • Os especialistas consideram a aquisição de um mínimo de 10% (do capital social) como IDE.
  • Implica não só a transferência de recursos, mas também o envolvimento do investidor na empresa adquirida.
  • Não devemos confundi-lo com investimento estrangeiro indireto ou com simples injeção de capital.

Diferença entre investimento estrangeiro direto e investimento estrangeiro indireto

O investimento estrangeiro direto refere-se a todo o capital estrangeiro que tem por objetivo investir e obter rentabilidade no país, bem como o controle de parte de uma empresa no exterior.

O investimento estrangeiro indireto, ao contrário do anterior, funciona por meio de empréstimos. Ou seja, empréstimos feitos por organizações internacionais a governos ou empresas públicas em países onde o investidor não reside. Além disso, este investimento pode ser feito através da colocação de títulos oficiais do país destinatário nas respectivas bolsas de valores dos países que concedem o crédito.

No primeiro caso, falamos de investimento direto pelo fato de a entidade econômica que investe injeta capital para ter o controle da empresa, abrir sede ou filial, obter retorno, entre outras coisas. Por outro lado, o investimento estrangeiro indireto é, como o próprio nome indica, um investimento indireto porque é um investimento que se realiza sob a forma de empréstimo. Investimento para o qual se espera obter retorno e nada mais.

Por esse motivo, esses especialistas definem IED como a aquisição de pelo menos 10% das ações da empresa em que está investido.

Tipos de investimento estrangeiro direto

Dentre os tipos de investimento estrangeiro direto, podemos destacar os seguintes, dependendo da relação estabelecida:

  • IED horizontal: Chamamos de IDE horizontal aquele investimento feito por uma empresa em um território estrangeiro. E isso, para atuar no mesmo ramo de negócios que operava em seu país de origem. Imaginemos uma loja de roupas, como a Zara (Grupo Inditex), que abre uma loja em Nova York, na 5ª avenida.
  • IED vertical: Chamamos de IDE vertical uma empresa que investe em território estrangeiro, com o objetivo de realocar parte da cadeia de valor. Imagine a mesma empresa de antes, a Zara, que estabelece suas fábricas na Indonésia para fabricar as roupas e, posteriormente, as envia para lojas em economias desenvolvidas. Este tipo de IED é vertical. As maquiladoras do México também são um bom exemplo.
  • Conglomerado FDI: Chamamos de IED de conglomerado as transferências de capital que uma empresa faz. E isto, com o objetivo de desenvolver, em conjunto com outro estrangeiro (e no seu território), um projeto diferente do projeto que desenvolvem na sua terra natal, e com o objetivo de desenvolver um novo projeto conjunto. Imagine uma empresa americana unindo forças com uma empresa britânica para desenvolver um veículo espacial.
  • Plataforma IED: É o caso oposto ao anterior. Ou seja, a transferência de capitais que tem por objetivo o exercício de atividade semelhante à que exerce na sua pátria e com o objetivo de aumentar o volume de negócios da sociedade-mãe. Nesse sentido, imaginemos as empresas que investem no México para posteriormente vender seu produto no mercado americano.

Exemplo de investimento estrangeiro direto (IED)

Entre os exemplos mais proeminentes de investimento direto estrangeiro, podemos encontrar as transferências de capital estrangeiro que se destinam a investir, em determinado território, nos seguintes ativos:

  • Ações de empresas públicas e privadas.
  • Títulos, letras ou notas promissórias, tanto de empresas públicas e privadas, como de governos.
  • Derivados

Da mesma forma, como lembramos ao longo do artigo, vale a pena observar os outros exemplos que foram colocados na seção anterior. Nesse caso, estamos falando dos casos da Zara ou das maquiladoras, ou daquele investimento para abrir uma empresa no exterior.

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