Crise financeira

Durante todo o ano de 2008 e até 9 de março de 2009, as bolsas de valores caíram devido à crise financeira e imobiliária. A partir daí, graças à recuperação de alguns dados empresariais e da economia mundial, os índices voltaram a subir. Até o final desse mesmo ano, as pessoas começaram a especular que a Grécia iria à falência e, portanto, deixaria de pagar suas dívidas (entrando em default) e que iria deixar o euro. Além disso, começaram a especular que outros países também poderiam ser afetados e as coisas pioraram.

Entre esses países estavam Portugal e Irlanda, que, como a Grécia, tiveram de ser resgatados (ou seja, a Comissão Europeia, o BCE e o FMI dão ao país resgatado alguns arrepios para que ele possa pagar suas dívidas). A Espanha e a Itália, em teoria, não foram resgatadas. É claro que o BCE comprou enormes quantidades de dívida desses países para não complicar ainda mais a situação. Cada um que chama um resgate financeiro o que quiser.

Nem é preciso dizer que todos esses países dão uma sensação de perspectivas ruins e quando isso acontece faz com que os investidores vendam ações de empresas desses países e, em seguida, os preços dessas ações caem e, portanto, o mercado de ações cai.

Se compararmos o IBEX 35 com o Dow Jones, podemos ver como do início de 2007 a meados de 2011 se comportam praticamente da mesma forma e a partir daí parece que os EUA não são afetados pelos problemas da Europa e começa sua economia recuperar. Lembre-se de que o Federal Reserve (FED) americano, que é o Banco Central dos Estados Unidos, mantém as taxas de juros em 0-0,25% desde 2008. Ou seja, está emprestando dinheiro muito barato para que haja muito dinheiro no mercado e, assim, estimular a economia. Veremos até onde isso se sustenta.

É interessante comparar os gráficos do mercado de ações com o do crescimento econômico para ver a grande semelhança entre os dois e, assim, ver como o mercado de ações é um bom indicador inicial do que a economia vai fazer:

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